Economia Circular
Em um modelo econômico linear, o ciclo de vida de um produto é baseado na extração de matéria prima, transformação, uso e descarte de resíduos. Ele trouxe um crescimento econômico sem precedentes para a humanidade, mas está chegando ao seu limite. Se mantido atual ritmo de consumo de recursos naturais, as reservas disponíveis para alguns materiais se esgotarão em algumas décadas.
Soma-se a essa situação, o descarte inadequado de resíduos, a superexploração que têm levado a problemas ambientais, como mudanças climáticas, secas prolongadas, contaminação do solo e problemas de saúde para a população.
Diante deste cenário, é necessário repensar o uso e a aplicação dos recursos, energia e outros ativos na economia e na sociedade. A Economia Circular então surgiu como um contraponto ao modelo linear.
Esse novo modelo associa crescimento econômico a um ciclo de desenvolvimento que preserva e aprimora o capital natural, otimiza a produção de recursos e minimiza riscos, com a administração de estoques finitos e fluxos renováveis.
Além disso, a Economia Circular permite que as empresas possam reduzir custos e perdas produtivas, gerar novas fontes de receita e diminuir sua dependência de matérias-primas virgens. Em uma economia circular, a atividade econômica contribui para a saúde geral do sistema. O conceito reconhece a importância de que a economia funcione em qualquer escala – para grandes e pequenos negócios, para organizações e indivíduos, globalmente e localmente.
Uma adequada transição para uma economia circular não se limita a ajustes visando a reduzir os impactos negativos da economia linear. Ela representa uma mudança sistêmica que constrói resiliência em longo-prazo, gera oportunidades econômicas e de negócios, e proporciona benefícios ambientais e sociais.

Emporium Ananin - 2020